quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cama de Hospital

Estes dias de cão proibiram a sua vinda ao reconfortante mundo das palavras. Hoje não faço conhecer as minhas personagens, mas uma em especial, A PERSONAGEM. Chega de camas de hospital! Estar internada por umas graves quedas de plaquetas no sangue ? Que treta! a Comida não influencia as plaquetas, é por isso que todas as manhãs acorda e tira o pijama de algodão do corpo com algum carinho e corre à cozinha para tomar o pequeno almoço. E depois é obrigada a levar com perguntas como: já comeste? o que é que foi o teu pequeno almoço? Menina vai comer bolachas. Não é com fruta que engordas! Estás proibida de sair de casa se não comes. Amanhã vais almoçar carne ! Que Bird Song. Agarrou na alma e espetou meia dúzia de má disposição lá dentro e depois explodiu pelo corpo todo , com a arrogância de um amor cósmico. Provavelmente esta seria a primeira parte de um guião de uma peça de teatro mas não passa de uma cama de hospital inquieta a chorar a ausência de um corpo repugnantemente comum.