segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Como é que eu me chamo?

Esquecer ... Avezava designar, por entendimento a minha faculdade dos conceitos em geral, mas a dificuldade de pensar difucultava a minha linguagem de se pronunciar. "É através da linguagem que conseguimos expressar o nosso pensamento" Mas o que que percebia aquela imunda alma vazia de restos de sabedoria ? Eu esqueci-me. Raciociona... Costumava usurpar de citações nunca pronunciadas mas relidas numa caixa de fósforos queimada pelo tempo, algo FORMAL. "É como uma ferradura, nem tão importante que se lhe preste muita atenção, nem tão maléfica que valha a pena o esforço de tirá-la." Não raciocinei. Conceitos ... Abandalhava por entre ruas ignotas com uma memória profana que apaziguava qualquer rosto de tristeza. O estômago suplicava comida, embora que em vão. "É como o teu nome, sábe-lo hoje, amanhã é como pó num armário". - O que é um conceito? - Esquecer. Eu esqueci-me. SÓ DOMINA A REPRESENTAÇÃO, COMO SE O CONCEITO FOSSE SOMENTE ALGO DE DETERMINADO.

domingo, 10 de outubro de 2010

Verniz Roxo

Apagaram-se as luzes. Um ignoto medo ascendeu até uma alma abandonada e coarctada. Uma vontade incontrolável de perda apossou-se da corrente sanguínea. Era 2012. Aquela voz insuportável, era agora afagada pelas mãos parcialmente geladas de um vocalista de uma banda punk dos anos esquecidos.
Era um descanso de alguns meses, que estorvara aquelas mãos cobertas de um roxo violeta completamente "atalhafoante", de se mexerem juntamente com aqueles movimentos imperceptíveis, deixados num chão de palco ou numa folha de papel.
O sol nasceu no dia a seguir. Não voltou a sair nem mais uma palavra aperceptível, apenas uma porcaria de letras numa escada de corrimão.