quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pílula?.. Do dia seguinte

Passado. Sim, todos temos um. Escuro, sombrio, sórdido, repugnante, brilhante, embriagado, ateatrado, perdido, roubado, fantasmagórico, único. O que aconteceu à personagem que vestia a pele do lobo e saía ao blogue correr com palavreado de classe superior com um olhar de lince a sobressair na memória? Moldou um buraquinho no fundo do poço, caiu no abismo, vestiu o vestido vermelho e dançou interiormente com o seu pequeno francês démodé. A invenção de uma pílula, do dia seguinte que fizesse surgir uma "darling amnesia" seria o considerado épico dos dias que vestem on nosso passado e bebem numa noite umas iperiais para nos trazer um futuro imprevisível como o teste intermédio de amanhã. Não se procura o céu depois de dois anos de abandono de talento. Pocura-se o jeito. O meu perdeu-se , mas para isso é que as pilulas servem! Venham vocábulos a preencher esta pequena alma de poeta e saiam à rua as personagens que viviam coladas a este ser. Saiam e inspirem o mundo. Inspirem as pequenas ruas escuras que conduzem ao sucesso. Façam que se desempacotem os pedaços de textos deixados ao pó, sem reconhecimento. As cicatrizes ficam mas a alma de escritor mantém-se. Comam chocolate que emagrece!