sexta-feira, 18 de maio de 2012

Medo Ascórbico

Calçava o sapato preto para acabar de completar o pedaço de toillete que se encontrava descalço. Tinha umas pequenas rugas que apaparicavam a face e mostravam uma tez imperfeita, sinal de decadência, velhice.
Arquitetava planos para o próximo dia, havia anteriormente pensado num objetivo, que por 4 dias parecia ter dado sucesso, falhara porém. Por isso construia um novo plano, esrever, mais que anotar, exercitar as mãos com a caneta preta verde por fora a engraçar a vida sem sentido ou propósito. Andava nisto à meses. E não progredia. Não confessava o medo, não confessava a angústia, e ao primeiro deslize não se levantava. Sinal de cansaço, imperfeição e PERGUIÇA.
Tinha muita Gula e um desejo insaciável à mistura. O relógio bateu. Houvera descalçado os sapatos e partido para a estrada, com a pele a bater no alcantrão e as vestimentas cobertas da água da chuva. Que perdonagem Insignificante. Que medo ascórbico de andar para a frente, novo, limpo, calçado e tudo, menos insano. O que o prendera a uma vida tão monótona?