quinta-feira, 26 de julho de 2012

Verão Independente.

Como já não passava por cá à séculos decidi fazer uma "mini-playlist" para aqueles que gostam imenso de indie-rock mas não conhecem um terço das bandas dentro desse estilo. Não é que sejam propriamente bandas de garagem, mas em Portugal ainda não se apresentaram de forma total.

Twisted Wheel - We are Us.


Pigeon Detectives - She Wants Me

The Last Shadow Puppets - Stnding Next to Me

Milburn - Thats not the Only Way to a Mans Heart

The Rifles - Sometimes

The Holloways - Generator

The Vines - Get Free


We Are Scientists - The Great Escape

The Wombats - Our Perfect Disease

The Courteeners - You Overdid it Doll

Pronto e é isto. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

carta formal para o meu super best friend

Benedita, 10 de Julho de 2012

Assunto: Desqualificação da disciplina de Educação Física como média de curso e Exames Nacionais 2012

Solicito a atenção de V.Ex.a para o assunto que passo a expor:
    Sou uma aluna do Curso Ciências e Tecnologias e frequento o 11º ano no Externato Cooperativo da Benedita. 
     Como tantos outros alunos do secundário venho manifestar, por escrito, a minha opinião, argumentando-a de forma a esclarecer a minha posição como estudante e a minha visão face às barreiras que nos são colocadas ao longo do percurso que decidirá o nosso futuro, e a nossa profissão. 
    Começo talvez pelo assunto que foi imagem de capa de muitos artigos educativos, no dia de ontem: “A crise nos exames nacionais”. Tive conhecimento no Jornal de Notícias que o Ex.mo Ministro se encontra insatisfeito com os resultados dos mesmos e gostaria de abordar a temática defendendo que alguns alunos também se sentem insatisfeitos com os métodos de ensino. 
    É sabido que o aluno privado do conhecimento não passa de uma rocha - para não utilizar expressões tão eufemistas – na sociedade e que, com rochas soltas sem serem compactadas, uma sociedade não se constrói, apenas permanece imóvel, desintegrando-se com o tempo. Desta forma, também concordo com o ministro quando afirma que nem todos os alunos têm capacidade para tirar um curso superior, é verdade, mas, avançando mais neste assunto veremos que para as médias nacionais terem descido em praticamente todas as disciplinas de Ciências, em igual comparação ao ano passado, é porque algo está mal. E não querendo apontar em nada as suas competências como ministro da educação, creio que o problema está nos novos cortes no ensino. 
    O facto de ter aumentado o número de alunos por turma acaba por ser um factor intrínseco, para não dizer crucial, no défice do aproveitamento escolar. Falo por mim. O aluno ao ser inserido numa sala mais “composta” acaba por ter uma variedade mais abrangente de causas que provoquem a sua distracção ou o seu desinteresse: nomeadamente a dificuldade nas capacidades auditivas, e visuais para os ocupantes dos últimos lugares, ou das últimas carteiras, como preferir. Embora pareça algo que facilmente possa ser corrigido, o problema é que não pode. Acabam por não ser nem quatro nem cinco alunos a ver/ouvir mal, mas uns dez. Não conseguindo atingir a concentração (ou a atenção) um aluno sente-se frustrado e acaba por perguntar ao colega da frente o que o professor houvera dito, o que consequentemente “desprende” a atenção de mais de metade dos estudantes da turma e facilita o baixo rendimento das aulas de uma hora e meia. Frisei o tempo porque também acho que o tempo de aulas é um factor importante na capacidade cognitiva de um aluno. Isto porque o tempo excessivo acaba por provocar um sonambulismo precoce nos estudantes o que tem as consequências acima referidas. Tanto esta evidência como a anterior em conjunto, extravasam as possibilidades das notas nos exames serem acima do nível negativo. A somar a isto também devo referir que nem todas as matérias abordadas nas disciplinas específicas são bem recebidas pelos alunos da área e acabam maioritariamente por não ter qualquer interesse a nível futuro. Para além destes, ainda acrescento o facto dos critérios de correção dos exames serem muito rígidos, isto é, na falta de uma única palavra ou expressão, muitos tópicos perdem cotação e as notas descambam ao longo das perguntas que se sucedem. 
     Não afirmo com isto que pretendo que baixe a exigência nos exames, mas que atenue os factores responsáveis pelo insucesso escolar. Daí o motivo do meu contato. Talvez começar por juntar estas causas e desconstrui-las, ou seja, separá-las de um todo, o sucesso seja efectivamente maior. 
     Quanto ao primeiro tópico abordado no assunto, o do abandono da média de educação física para a entrada na faculdade, eu, assim como a maioria dos alunos portugueses encontramo-nos completamente arrasados com a decisão. 
      Segundo a Organização Mundial da Saúde, a prática do exercício físico é algo fundamental na saúde dos estudantes, e, deixando esta de contar para a média, a maioria dos alunos que não são “nerds”, e até mesmo os que são, acabam por se sentir desmotivados à prática de exercício físico, o que traz malefícios a níveis da sanidade física e mental dos mesmos. 
     Ao contar para média de curso, a educação física era um pilar precioso para incentivar os alunos a serem bons em algo e sentirem-se bem física e mentalmente. Se me permite, assim que ouvi a notícia da destituição da disciplina, achei-a completamente estapafúrdia, um rescaldo! Até porque os que estão limitados à prática desta disciplina têm outras oportunidades de a fazer, não só através de testes mas também de trabalhos teóricos e/ou apresentações orais. As variedades são imensas e acabam por trazer vantagens para todos.
     Logo, concluo um pouco do já acima mencionado: há que facilitar os critérios de avaliação e melhorar o método de ensino. Não é preciso ser-se radical e acaba por ser algo alcançável facilmente, porque não fazer um “test-drive” na condução da educação e ver se resulta? Assim acabo da maneira mais audaz que encontrei: que a educação física, embora continue presente na carga horária, deve ser avaliada e contar para a média pois não deixa de ser uma disciplina tão ou mais importante que todas as outras e sendo destituída de avaliação acaba por estar como que a seleccionar um determinado protótipo de alunos para a universidade, não lhe parece? Ou vamos passar a ter uma educação discriminante sem sermos avisados? 
Com os melhores cumprimentos,
Sónia Fialho Felizardo

quarta-feira, 4 de julho de 2012

"Cada Novo Registo Tem De Ser Melhor Que O Anterior, Certo?" - The Hives

Artista: The Hives
Álbum: Lex Hives
Editora: Disques Hives

Garage Punk. Desde 1997 revolucionaram o mundo. 5 miúdos de origem Sueca, agarraram na criatividade e enfatizaram-na em 4 álbuns completamente aliciantes, vibrantes, extremamente contraditórios.
    Curiosamente, após 5 anos do rescaldo que foi "The Black And White Album" , os Hives voltaram melhores que nunca. Se haviam começado com um rock "podre", muito "engarajado" (desculpem o termo) pronto para ser berrado pelo público, esse estilo foi abandonado para algo como punk-indie-alternativo ao longo de cada álbum.
    "Lex Hives" é mais um metamorfismo, desta vez menos gritado, mais poderoso e abrangente a um maior público.
    Ao que à primeira audição parecia uma avalanche no trabalho erguido até à década, essa dúbia ideia, é rapidamente alterada com uma audição profunda do álbum. Então "Come on!", para iniciar a viagem! Algo adequado às crianças (de todas as idades e línguas!),  uma letra paupérrima, mas extremamente fora de série. O tema de lançamento do álbum "Go Right Ahead" é algo a que se pode chamar um grande WACKO, - expressão a que nos habituaram em "Try it Again" - uma mudança na musicalidade e um grande bilhete na viagem pelo mundo à conquista de "1000 Answers",  concluindo o feito em "I Want More". "Wait a Minute" é a surpresa do álbum, uma letra muito metafórica e com algo que deixa o ouvido a desejar mais, e mais. "Patrollig Days", contudo, parte completamente a ideia errada que havia tido sido deixada nos primeiros singles. Depois de "Take Back The Toys" , vem algo que surpreende, "Without the Money": os Hives num registo completamente díspar de tudo - um grande balde de água fria para os verdadeiros fãs do garage punk. Talvez por isso "These Spectacles Reveal The Nosthalgics", "My Time Is Coming"  e "If I Had A Cent" venham para costurar as "desilusões" esburacadas. (E que  ficam garantidamente bem cosidas!)  Para acabar - "Midnight Shifter" - algo estranho mas muito "Hiveano". 
    Nem extraordinário, nem péssimo. Mas garantidamente melhor que o anterior, como Pelle Almqvist afirmou.